EDUCAÇÃO ECOLÓGICA & DIREITOS HUMANOS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE NATAL/RN EM PROL DA CONSCIENTIZAÇÃO DOS JOVENS
EDUCAÇÃO
ECOLÓGICA & DIREITOS HUMANOS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE NATAL/RN EM PROL DA
CONSCIENTIZAÇÃO DOS JOVENS
Área
Temática: Direitos Humanos e Justiça
Evelinny Alves
de Oliveira (autor)
(eva.linny9@gmail.com)
Alexandre Venícios Lopes de
Miranda (coautor
1)
(alextamiranda@gmail.com)
Karen Luar Miranda Barros (coautor 2)
(karenluarmiranda@hotmail.com)
Margaret
Darling Bezerra (coautor 3)
(margaretdarling.bezerra@gmail.com)
Aurélia
Carla Queiroga da Silva (coautor 4)
(aureliacarla@yahoo.com.br)
Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte – UERN
Resumo: A Natureza reverbera o suporte
vital da existência dos seres, dentre os quais do Homem. O impacto da
exploração desenfreada dos recursos naturais causa danos ao Meio Ambiente.
Procurou-se relacionar a difusão da Educação Ecológica para a promoção dos
Direitos Humanos às atividades de extensão do Projeto ‘Debate, Café e Cinema’
(Direito - CAN/UERN). Primeiramente, realizou-se uma sensibilização dos alunos
do Ensino Médio das Escolas Públicas (Natal/RN), a partir da exibição do Filme
“Wall-E”. Em seguida, apresentou-se o arcabouço jurídico sobre conceitos
elementares: Economia Ecológica, Política Verde, os 5 Rs da Sustentabilidade e
Crimes Ambientais, para tanto foram distribuídas Cartilhas Educativas. Verificou-se,
através das intervenções “in loco” nas
escolas a relevância das ação dialógica da Universidade em face à conscientização
dos jovens, despertando novos comportamentos, quanto ao consumo consciente de
produtos. Apesar dos desafios de incorporar novas práticas ambientais,
observou-se que a juventude está atenta aos perigos da destruição do Planeta.
Palavras-chave:
Educação Ecológica; Direitos Humanos; Conscientização.
INTRODUÇÃO
Denota-se
que a Natureza abrange o suporte vital da existência dos seres,
dentre os quais do próprio Homem. Hoje, é flagrante que os impactos da
exploração desenfreada, tem combalido, em larga escala a degradação de recursos
naturais, causando danos ao Meio Ambiente. Procurou-se, em 2019 relacionar a
difusão da Educação Ecológica para a promoção dos Direitos Humanos às atividades
de extensão do Projeto ‘Debate, Café e Cinema’ (Direito - CAN/UERN).
A equipe de
extensionistas, sob a supervisão da Coord. do Projeto procedeu aos estudos
bibliográficos e, posterior, elaboração das Cartilhas Educativas, sendo o tema:
“Proteção Ambiental” um dos mais prestigiados no corrente ano. As informações
sistematizadas foram aplicadas, objetivando estimular o debate durante as
visitas “in loco”.
DESENVOLVIMENTO
Os Direitos Humanos
consagrados na Declaração Universal de 1948 – ONU, também acostados na CF/88,
conforme Chimente (2005, p. 45) são: “as prerrogativas inerentes à dignidade
da espécie humana e que são reconhecidos na ordem constitucional”.
A metodologia aplicada
pelo Projeto baseou-se na sensibilização dos alunos do Ensino Médio das Escolas
Públicas (Natal/RN), a partir da exibição do Filme “Wall-E” (EUA, 2008). Em
seguida, apresentaram-se conceitos elementares: Economia Ecológica, Política
Verde, 5 Rs da Sustentabilidade (Repensar,
Reduzir, Recusar, Reutilizar e Reciclar) e Crimes Ambientais, para
tanto foram distribuídas Cartilhas Educativas. Para a ECOECO (2019):
A Economia Ecológica funda-se no
princípio de que o funcionamento do sistema econômico, considerado nas escalas
temporal e espacial mais amplas, deve ser compreendido tendo-se em vista as
condições do mundo biofísico sobre o qual este se realiza, uma vez que é deste
que derivam a energia e matérias-primas para o próprio funcionamento da
economia.
A Economia Ecológica cinge
um campo transdisciplinar, que está galgando espaços estratégicos na busca por
soluções inovadoras à consecução do desenvolvimento sustentável. Sua análise se
concentra, antes, em estudar e interpretar os limites que a dinâmica dos
recursos naturais oferecem aos processos de produção, distribuição e consumo -
partindo do pressuposto, holístico e multidimensional, que as instituições
político-econômicas devam atender às demandas distintas colocadas pela
sociedade. (PORTAL DA EDUCAÇÃO, 2001).
Os extensionistas difundiram
a ideia de ‘Política Verde’ como chave à integração necessária entre os sistemas
culturais
e sociais de forma mais amplas para que a natureza, a economia e a sociedade coevoluam.
Assim, intensificaram, em 2019, as visitas na ZN (Natal-RN), em função de
identificar uma carência de ações voltadas à juventude da Rede Pública na faixa
etária dos 15 aos 17 anos. Foram visitadas E.E.: Zila Mamede, Walter Duarte e
Peregrino Júnior. Além destas, também o IFRN, Polo Zona Norte.
Ao término das
intervenções procedeu-se a coleta de dados, através da aplicação de questionários,
para avaliar o grau de compressão sobre o tema e as expectativas do
público-alvo. Esses dados foram catalogados e esboçaram um panorama bastante
preocupante, diante das dificuldades de se praticar o Consumo Consciente, pela
juventude.
RESULTADOS
E DISCUSSÃO
Nas visitas “in loco” realizadas nas Escolas
parceiras, dos 158 alunos que participaram das intervenções do Projeto de
Extensão: 47,37% avaliou que a Proteção Ambiental no Brasil é regular, 28,35% indicaram
com boa, 22,97% como muito boa e 1,31% disseram que é ótima. Dos que
responderam ao questionário 2,84% já tinham um conhecimento prévio sobre o tema
e 85,35% desconheciam e 11,81% não emitiu opinião.
No que tange ao assunto tratado na Cartilha e sua
relação com a Cidadania, sob a ótica jurídica, 87,91 disseram não saber como
agir ou a quem procurar para garantir que o Meio Ambiente não fosse alvo de
Crime, enquanto 12,09 assinalou ser responsabilidade do Estado. Em relação à
pergunta sobre a relevância ou não do “Consumo Consciente” para sua formação 3,16%
responderam moderadamente, 34,71% bastante e 62,13% extremamente.
A partir da tabulação dos dados
evidencia-se que o Projeto permitiu o contato dos alunos com conteúdo novo, de relevante
alcance para a vida das pessoas, de forma à estimular a produção de ideias, a
difusão do conhecimento jurídico e, sobretudo, o alcance da cidadania, sendo o
Cinema facilitador da aprendizagem.
O uso do cinema no ensino jurídico pode apresentar
diferentes finalidades: promover a sensibilização, perceber o papel social da
profissão, transmitir e fixar informações, capacitar à expressividade da
argumentação, pensar e refletir (LACERDA, 2007, p. 13).
A exibição do Filme
Wall-E gerou o despertar dos jovens acerca dos efeitos que as atuais ações
exploratórias estão desencadeando na Terra. A Cartilha apresentada pelo Projeto
conseguiu ilustrar a Política dos 5 Rs da Sustentabilidade, disseminando hábitos
mais conscientes. “A prática do 5 Rs leva a repensar os
hábitos de consumo e descarte e rever gastos e hábitos, estilo de vida e
consumismo” (GEOAMBIENTE, 2019).
Constata-se que as
ações extensionistas buscaram sempre investigar qual a compreensão social dos
próprios alunos sobre a temática e como isso tem sido abordado ou não no
cotidiano escolar, visando auxiliar os educadores a lidar com esse desafio. Educar
para (trans)formar e exercer a cidadania em condições de proteção à vida e aos
Direito Humanos dos jovens, suas famílias e comunidade.
Figuras:
|
Figura 1 - Visita a
E.E. Peregrino Júnior (Natal, Mai. 2019).
|
Figura 2 - Visita a
E.E. Zila Mamede (Natal, Ago. 2019).
|
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Observou-se, através das experiências interativas do Projeto
‘Debate, Café e Cinema’ (2019), que os discentes do Ensino Médio das Escolas
Públicas de Natal-RN, estão bastante preocupados com os impactos da exacerbada
exploração da Natureza, não apenas no Brasil, mas no Mundo. Todavia, apesar de
se demonstrarem aflitos, detectou-se que a difícil realidade socioeconômica que
tais jovens enfrentam diariamente lhes impedem o exercício pleno da cidadania e
o acesso amplo à informações/práticas, que auxiliem num combate mais efetivo à
potenciais danos ao Meio Ambiente.
Em suma, a difusão da
Economia Ecológica fomenta-se, cada vez mais imprescindível no mundo
Globalizado, ponto que inova ao recepcionar a ideia central da ‘economia’ enquanto
um subsistema da Natureza. Destarte, a expectativa é que mudanças implementadas
hoje suscitem impactos positivos nas gerações futuras e que os recursos
naturais comecem a ser manejados/extraídos com consciência e de um modo mais justo,
inclusive mediante uma melhor distribuição entre os próprios habitantes da
Terra.
REFERÊNCIAS:
CHIMENTI,
Ricardo Cunha et al. Curso de direito constitucional. 2 ed.,
São Paulo: Saraiva, 2005.
LACERDA,
Gabriel. O direito no cinema: relato
de uma experiência didática no campo do direito. Rio de Janeiro: FGV, 2007.
STANTON,
Andrew. Wall-E. EUA, 2008. 98 min.
ECOECO,
Sociedade Brasileira de Economia Ecológica. O que é economia ecológica. Disponível em: <http://ecoeco1.hospedagemdesites.ws/ecoeconovo/economia-ecologica/>.
Acesso em 23 de set. 2019.
GEOAMBIENTE,
Geologia e Engenharia Ambiental. Os 5 Rs
da Gestão Ambiental. Disponível em: <http://www.geoambiente.eng.br/noticia/view/id/13>. Acesso em
23 de set. 2019.
PORTAL
EDUCAÇÃO. A economia ecológica.
Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/a-economia-ecologica/39245>.
Acesso em 23 de set. 2019.




Comentários
Postar um comentário